Reintegrado na <i>Salvador Caetano</i>

Um estofador, que a Caetano Auto Lisboa despediu em 2007, retomou dia 4 o serviço, no Prior Velho, dando assim cumprimento à sentença do Supremo Tribunal de Justiça, que não reconheceu razão ao recurso da empresa e manteve o despacho de há um ano, do Tribunal de Trabalho.

Numa nota, divulgada no sítio Internet da Fiequimetal/CGTP-IN, recorda-se que Norberto Nunes dos Santos, na altura dirigente do Sindicato dos Trabalhadores da Indústria Metalúrgica e Metalomecânica dos Distritos de Lisboa, Leiria, Santarém e Castelo Branco (agora integrado no SITE CSRA), contestou a decisão da empresa, do Grupo Salvador Caetano, que alegava extinção do posto de trabalho.

Em 14 de Julho de 2010, o Tribunal de Trabalho de Lisboa não aceitou o argumento patronal de que o trabalhador, com a categoria de estofador, teria pouco ou nenhum trabalho, antes deu por provado que as suas funções concretas eram, principalmente, a reparação de pára-brisas estalados e de estofos com queimaduras de cigarro, a detecção e eliminação de entradas de água e de ruídos na carroçaria, a afinação de portas, vidros e bancos, a cunhagem de chapas de matrícula, além da substituição de forros de bancos. O tribunal considerou ainda que não era relevante a poupança anual que a empresa alegava pretender com a extinção do posto de trabalho.

O sindicato congratulou-se por ser feita justiça e ter sido preservado este posto de trabalho, e manifestou a expectativa de que a Caetano Auto «cumpra a sentença, como é sua obrigação».

Esta vitória vai ser abordada nestes dias num plenário de trabalhadores da Caetano Auto Lisboa, revelou ainda o SITE CSRA (Sindicato dos Trabalhadores das Indústrias Transformadoras, Energia e Actividades do Ambiente do Centro-Sul e Regiões Autónomas).



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